Indústria do Medo

Desde os primórdios da humanidade praticamos o hábito de escutar histórias e trocas informações. É um hábito que o ser humano cultiva em qualquer período: reunidos dentro de uma caverna em volta de uma fogueira ou lendo um portal de notícias online, não importa, o mecanismo evolutivo que nos leva a ter essa curiosidade é o mesmo: seu cérebro quer te manter vivo.

Ao escutar uma história, o cérebro aprende sobre aquela experiência sem ter que vivenciar o perigo ou os riscos que ela pode ter gerado. Evolutivamente falando, isso tinha uma grande importância em um passado distante, pois ajudava a entender o que fazer ou não fazer para se manter vivo. Escutar uma história de alguém que comeu uma fruta azul e morreu envenenado mantinha todo o grupo distante daquela fruta sem que um deles precisasse morrer para ter esse conhecimento.

E é justamente explorando este mecanismo evolutivo que hoje a mídia fatura bilhões: bombardeando pessoas com notícias e reportagens assustadoras, nas quais clicamos muitas vezes sem nem entender o porquê. É o seu cérebro tentando acumular o máximo de informações para garantir sua sobrevivência.

O lucro que essas notícias geram criou uma Indústria do Medo, que explora economicamente esta tendência da nossa mente em querer ver “desgraças”, como forma de se preparar para elas. É visível que esta Indústria no Medo não para de crescer, e está causando danos coletivos.

Quando há uma hiperexposição a esse tipo de informação, o corpo entra em um estado profundo de estresse e medo, muito nocivo à saúde. Não faz bem ser bombardeado constantemente com notícias ruins, tragédias ou qualquer estímulo que fomente o medo.

Uma das consequências dessa exposição exagerada a notícias ruins é a produção de hormônios do estresse no corpo, que, eventualmente nos ajudam a fugir ou lutar em situações extremas, mas, jogados o tempo todo no organismo causam sérios danos à nossa saúde.

Os danos não são apenas físicos. Viver com constantes estímulos que geram medo condicionam nossa mente a se preparar constantemente para um ataque e deturpam nossa visão de mundo como um lugar perigoso, ruim, do qual temos que estar constantemente nos defendendo. Como já vimos neste texto, nossa mente tem o poder de criar a realidade. Se o mundo que ela vê é esse mundo de ataque e defesa, é esse mundo que vai aparecer na sua realidade.

Pessoas que vivem com medo estão fragilizadas e buscam aplacar esta sensação ruim com algo que lhes traga algum bem-estar imediato. Assim, são facilmente levadas a consumir, para se sentirem melhor ou até por acreditarem que possuir isso ou aquilo vai fazer o medo diminuir. Frequentemente vemos a publicidade explorando esse sentimento para convencer pessoas a comprarem algo.

Pessoas que vivem com medo também perdem a noção do poder interno que tem. Acatam mais ordens, são mais submissas, se sujeitam mais a fazer o que lhes é comandado e lutam menos por suas realizações pessoais. O medo, além de gerar lucro, pode ser usado como uma poderosa ferramenta de controle social.

Ficar no medo não é bom nem para o indivíduo, nem para a coletividade, pois o saldo final de um grupo que vive no medo são pessoas estressadas, que rendem menos e adoecem mais, que praticam atos reativos a partir de um mecanismo de ataque-defesa e que estão cada vez mais distanciadas de si mesmas e de deu poder interior.

Escolha não viver no medo. Escolha não consumir o medo. Não divulgue informações criadas pela Indústria do Medo, não atraia pessoas para essa cilada. Faça sua parte e foque em você mesmo, em se conhecer, se aprimorar e em trabalhar seu poder interior, acredite, o resultado não apenas vai melhorar a sua vida, mas também vai impactar o mundo todo.

Se você gostou do assunto e quer aprofundar um pouco mais, assista este vídeo no canal da Escola da Liberdade no YouTube. E se quiser deixar sua opinião, dúvidas ou sugestões, é só deixar um comentário aqui embaixo, teremos o maior prazer em responder.

Medo

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